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Caiado pede rigor na vacinação contra aftosa

Governador participou do lançamento do Goiás Livre da Febre Aftosa e falou do Plano que prevê a retirada da obrigatoriedade de vacinar em 2021

 O governador Ronaldo Caiado assinou ato pedindo apoio e subsídio na continuidade e manutenção das ações do Plano Estratégico 2017/2026 do Programa Nacional de Febre Aftosa, durante o evento Goiás Livre da Febre Aftosa: contagem regressiva para a retirada da vacinação, realizado na manhã do último sábado, dia 11, na Fazenda Mundango, em Alexânia. Aos produtores, ele fez um pedido. “Quero uma marca para o meu primeiro ano de governo – atingir 22,6 milhões de cabeça, a totalidade do rebanho. Goiás é o segundo maior rebanho no País e isso mostra a importância do Estado para ganhar cada vez mais mercado. Assim, peço a todos os produtores atenção com a lei que determina a vacinação até o fim do mês para fazer de Goiás referência mundial em controle sanitário”, afirmou.

Neste mesmo dia foram apresentadas as novidades na vacinação contra a febre aftosa em 2019 e discutido o planejamento estratégico para a retirada da vacinação em 2021, com reconhecimento internacional. Também foram debatidos a situação sanitária favorável e os planos de abertura de novos mercados. O governador fez uma retrospectiva, lembrando o começo da luta dos produtores goianos contra a aftosa, há mais de 20 anos. “Tudo teve início lá em Paris, junto à Organização Internacional de Epizootias (OIE) e, desde então, viemos ganhando títulos de controle sanitário, caminhando para alcançarmos a certificação de zona livre de aftosa mesmo sem vacinação. Estamos com 95% do caminho andado”, avaliou.

O secretário Nacional de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, que veio representando a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, explicou o impacto que a retirada da vacinação representará para os produtores do setor. “Tem países que só comercializam carne de regiões livres da aftosa sem a vacinação. A implantação e o consequente avanço deste plano de erradicação implicarão na abertura de portas para mercados que são muito exigentes, gerando oportunidades que beneficiam toda a cadeia da pecuária nacional”, comentou.

José Essado Neto, presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), registrou que há 24 anos não tem notícia de foco algum de febre aftosa em Goiás. “Certeza que vamos alcançar nosso objetivo maior, que é eliminar a vacinação obrigatória para a febre aftosa. O governador pode confiar no trabalho da Agrodefesa. Mas para essa conquista precisamos ir à raiz, com o apoio total dos criadores de rebanho”, comentou.

O anfitrião do dia foi o proprietário da fazenda Ozório Adriano, que é amigo do governador há mais de 20 anos. “É uma alegria oferecer essa festa em prol de uma causa tão importante: a erradicação deste mal que é a febre aftosa. Goiás é o Estado líder em número de confinamentos. É fundamental esse avanço”, ressaltou. O prefeito Alexânia, Dr. Allysson, destacou o empenho do governador Ronaldo Caiado. “Sempre acompanhei sua vida pública, é um homem de posições sérias. O senhor já fez muito por Goiás, apesar de ter assumido há pouco mais de quatro meses. Está de parabéns”, disse.

O evento contou com a parceria do Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária do Estado de Goiás (Fundepec-Goiás), Sistema Faeg Senar, Emater Goiás e Ceasa Goiás. Participaram do lançamento da campanha o ex-ministro do Tribunal de Contas da União, Carlos Átila; os deputados federais Zacarias Calil e José Mario Schreiner; o diretor do Senar Nacional, Daniel Carrara; o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Ademar Silva Júnior; os secretários de Estado Rodney Miranda (Segurança Pública) e Edival Lourenço (Cultura); e os prefeitos Zé Diniz (Abadiânia), Célio Fleury (Corumbá de Goiás) e Aleandro Olíveio (Santo Antônio do Descoberto).

Novidades

Neste ano, a campanha será realizada de 1º a 31 de maio. Segundo a Portaria nº 103/2019, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 4 de abril de 2019, devem ser vacinados os animais de todas as idades, num total previsto de 22,6 milhões de cabeças. “Há todo um direcionamento estratégico, elaborado a partir deste ano, para tornar o Estado livre da febre aftosa sem a vacinação a partir de 2021. Todo um protocolo liderado pelo Governo de Goiás, junto com todos os parceiros, empresas e produtores rurais, que certamente culminará em uma segurança ainda maior para o produto oferecido aos consumidores. E uma oportunidade ímpar para Goiás continuar alavancando a pecuária no Estado”, explicou o secretário de Agricultura, Antônio Carlos de Souza Lima Neto.

Nesta primeira etapa de 2019, ocorreram mudanças importantes para as quais os pecuaristas precisam estar atentos. Está sendo utilizada a vacina bivalente (ao invés de trivalente), considerando-se apenas os vírus tipo A e O. Também foi reduzido o volume a ser aplicado, que passa de 5 para 2 mililitros.

Antônio alerta, no entanto, que apesar de o Estado não apresentar registro da febre aftosa há décadas, é preciso atenção para dar continuidade ao trabalho realizado ao longo das décadas. “A doença pode voltar e se espalhar rapidamente, com potencial de causar perdas econômicas no mercado consumidor interno e externo, assim como prejudicar a segurança alimentar de pequenos produtores rurais”, destaca.

O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNFEA) 2017-2026, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), busca criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira.

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